GM se declara um HOF e aponta seu rival: "Matt"
SFLNews: Nome, idade, cidade, e qual seu time na NBA?
Dirk: Bruno Hernandez,36. Nasci em São Bernardo-SP, mas moro em Recife há 20 anos. Meu time é o Dallas Mavericks.
SFLNews: Vimos o GSW sendo campeão no lendas recentmente, tendo resultados expressivos... Qual a fórmula pra esse sucesso recente?
Dirk: Eu sempre fui uma pessoa competitiva. Quando eu era eliminado por alguém, sempre ia no pvt perguntar qual foi a tática que a pessoa utilizou. Ainda faço isso até hoje. Fora que quando me tornei simulador, tive a oportunidade de ver grandes gms escalarem e expandiu mais minha gama de conhecimentos. Isso me ajudou bastante a escalar, a usar as táticas mais adequadas. Quanto a formação do time, eu sempre tive um padrão, um esqueleto que eu costumo usar nos meus times. Gosto de um garrafão alto, sempre uso um PF na posição de SF pra garantir mais rebotes. Além de um perímetro oswaldia, que chuta muito e com um out bem afiado. Mas com o tempo, fui percebendo a importância de ter peças semelhantes no banco. Porque estamos sujeitos a lesões e basta uma para que você jogue a sua temporada no lixo. Por isso procuro manter um time com 7 titulares, para não ser surpreendido por nada.
SFLNews: Você fez mudanças drásticas recentemente no elenco do GSW, e ainda assim conseguiu manter um time de playoffs.. mais mudanças estão por vir tendo em conta a eliminação recente? Como anda o projeto do time?
Dirk: Uma liga como a Lendas, onde o reset está bem longe, você precisa ter em mente renovar o elenco, para que possa suportar tantas temporadas. Eu abri mão do melhor jogador da liga (Wade) em nome do projeto do KP (Onde fatalmente será utilizado de SF em algum momento). Obviamente o time sentiu a diferença. Wade muito mais decisivo, porém o Porzingis mostrou que tem um futuro brilhante. Defensivamente, foi nível Ibaka, precisando upar o lado ofensivo para dar uma balanceada. Se jogasse uma liga estilo SFL, tiro curto, dificilmente eu teria feito essa troca. E sim, pretendo continuar a renovação. Estou com dois jogadores que não fazem parte dos meus planos para a próxima temporada (Bynum e Kobe) e pretendo trocá-los assim que possível. Mas não adianta trocar por qualquer jovem. Como disse, você precisa conhecer o DNA da tua equipe, saber o formato que você gosta de trabalhar e ir atrás de peças nessas características. O Kobe tem chances de se aposentar pela idade, onde abriria 39k para usufruir no FA. Mas o Porzingis, Ibaka e Klay são meu tridente, onde o time será montado em cima deles.
SFLNews: Falando sobre a construção das ligas. Sabemos que tem muita gente envolvida, as voce é o pai da criança.. Como é pra você ver duas divisões, 58 GMs disputando diariamente? A ideia de uma nova divisão sairá do papel? Algum novo plano pra liga que possa contar em primeira não aqui?
Dirk: Eu me sinto muito orgulhoso, pra ser sincero. Quando eu jogava outras ligas, eu via pontos que poderiam melhorar e aprendi muita coisa. Percebi que a dinâmica era a mesma de anos atrás e existia uma rotatividade muito grande de gms. Às vezes por não ter tempo, mas conheço alguns que enjoaram da velha forma do STB. Aí percebemos que o formato antigo de ter uma temporada em meses tava ultrapassado. Demos um gás nas simulações e simus duplas eram quase frequentes. Os GMs responderam bem e compraram a idéia. Mas ainda faltava algo. Foi quando eu tive o start de fazer uma liga com roster antigo. Sabemos que hoje o retrô na moda. Você vê a quantidade de filmes que estão sendo regravados, de séries, músicas... Por que não uma liga retrô ? Com rosters da era de ouro da NBA. Já teve uma adesão e uma participação bem maiores dos gms. Porém ainda precisava de mais. Aí veio a idéia do rebaixamento, onde transformou definitivamente a dinâmica. As trocas eram muito engessadas, gms com medo de trocar e percebemos que o medo de cair, fez vários gms que outrora eram mais contidos nas trocas, se movimentarem mais. Só que eu passando pela Low, vi que a realidade lá era outra. Logo, percebi que precisava haver um rebaixamento na Low. Surgiu a Little, uma terceira divisão e que será lançada em breve (problemas de tempo não me permitiram iniciá-la), pra justamente dar uma chacoalhada nos gms que jogam a Low. Eu procuro sempre reinventar o jogo, para que os gms sintam-se motivados e desafiados em continuar conosco. A pergunta agora é, qual será o próximo passo? Vou dar um spoiler rápido, mas estamos com idéia de profissionalizar mais a parada e fornecer premiações aos campeões. Não é pra agora, mas estamos eu e meu fiel escudeiro e amigo, Léo Leite, trabalhando numa maneira de colocar na prática o que pensamos.
Uma outra coisa importante, é ter uma comissão que lhe auxilie. Eu possuo hoje uma comissão com 7 gms e que me ajudam bastante. Eu procuro passar responsabilidades pra cada um, descentralizando um pouco em cima da minha figura. Então fica tudo mais fácil e não se torna um fardo e sim algo prazeroso.
SFLNews: Voltando a falar da Lendas. Quais GMs aplicam um trabalho que você respeita e te agrada? E quais GMs você não leva a sério? Existe alguma franquia ou GM que considere como rival?
Dirk: Não levar a sério talvez seja um termo forte. Eu respeito o trabalho de todos, porém uns estão mais alinhados com a minha forma de pensar. Sendo assim, existem gms que eu considero o trabalho deles excelentes, como o Nicky, Fael, Matt, DQ, Leon e Sauber. Talvez tenha esquecido de alguém, mas de cabeça seriam esses. Quem me surpreendeu essa temporada foi o Kamzin, Beto, Bellorio e o Nowitzki. Quem tá fazendo um trabalho no all-in e que pode custar caro são EURegis e o Felipe29, os mais próximos de cair. Já no ciclo anterior, teve gms que eu achei que tavam MUITO abaixo, e são os que chegam mais perto de "não levar a sério", que são o MJ e o Tranvanvan. Sobre rivalidade, existem alguns gms que eu tenho um prazer imenso de vencer, que geralmente são os mestres. Mas rival-rival mesmo, só o Matt. Muito embora existe um respeito enorme de ambas as partes pela nossa história nos managers e com certeza estaríamos num HOF.
SFLNews: Uma última pergunta. Você já falou do positivo de ter uma comissão ajudando, pessoas com diferentes funções ajudando o crescimento da liga. Mas e aí, sente saudade de simular?
Dirk: No momento não, amigo. Eu cheguei num nível onde não estava mais me fazendo bem, já que existe uma responsabilidade enorme e uma devoção grande. E desde que eu parei de simular, consegui ter mais tempos pra fazer atividades importantes na minha vida, senti que o meu lado profissional melhorou 100%. Mas foi uma fase importante da minha vida, e os meninos (Igor, Bala e Dan) sabem que se precisarem de algo, eu posso auxiliá-los na simulação por um dia ou outro. Não tem problema nenhum. Somos uma equipe e equipe boa é aquela que todos se ajudam e lutam em prol do mesmo objetivo.
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